Plano de Manejo da APA do Ibirapuitã

on domingo, 7 de abril de 2013


ELABORAÇÃO DO PLANO DE MANEJO DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO IBIRAPUITÃ (RS): metodologia de construção participativa adotada pelos gestores da APA (ICMBio e CONAPA Ibirapuitã)

O PLANO DE MANEJO de uma área protegida é o documento técnico que, usando como base os objetivos gerais da unidade de conservação, estabelece seu zoneamento e as normas que devem nortear e regular o uso que se faz da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão desta Unidade de Conservação. 
Apesar de ter sido criada em maio de 1992, a APA do Ibirapuitã ainda não dispõe de seu Plano de Manejo, o qual teve sua elaboração iniciada em abril de 2011 a partir da parceria estabelecida entre os técnicos do ICMBio e as instituições que compõem o Conselho da APA do Ibirapuitã - CONAPA Ibirapuitã. 

Entendemos o Plano de Manejo de uma APA como um tipo de "contrato" estabelecido entre os moradores e produtores do território desta área protegida e os gestores da APA (no caso da APA do Ibirapuitã, o ICMBio). Desta forma, para que este "contrato" funcione e as regras estabelecidas neste plano de manejo sejam compreendidas e obedecidas por todos, é preciso que ele seja construído de forma que, em todas as fases de elaboração, proporcione a participação ampla das pessoas que moram e ou produzem neste território, bem como das instituições que atuam na região. E é com este espírito de cooperação que está sendo 
A proposta de metodologia que aqui segue atende ao modelo de PLANEJAMENTO ADAPTATIVO, ou seja, alguns passos aqui propostos poderão ser alterados caso mostrem-se inexequíveis ou ineficazes. Alguns ajustes já foram implementados desde abril/2011. O Planejamento Adaptativo obedece a seguinte lógica: elaborado o Plano de Manejo Participativo da APA do Ibirapuitã. 
1. Executa-se o planejado; 

2. Avalia-se a experiência e os resultados identificando o que funcionou e o por que de algo não ter dado certo;

3. Ajusta-se o planejamento inicialmente feito para não repetir erros e para potencializar o que deu certo;

4. Executa-se o planejamento reajustado;

5. Avalia-se a experiência e os resultados identificando o que funcionou e o por que de algo não ter dado certo;
6. E assim sucessivamente. 

Outra premissa importante que deverá ser observada em todas as fases da elaboração e da implementação do Plano de Manejo da APA do Ibirapuitã, é o queNÃO EXISTEM FERRAMENTAS PARTICIPATIVAS, EXISTEM FORMAS PARTICIPATIVAS DE UTILIZAR FERRAMENTAS, sejam elas ferramentas de diagnóstico, de planejamento, de monitoramento, de pesquisa, etc. A metodologia de aplicação de ferramentas deve buscar que seja atingido, no mínimo, o nível de participação definido por Sherry Arnstein(*) como PARCERIA

(*) ARNSTEIN, S. R. “Uma escada da participação cidadã”, artigo disponível em http://sites.google.com/site/apadoibirapuita/bioblioteca/biblioteca/arnstein_uma_escada_da_participacao_cidada.pdf

    Como será elaborado o Plano de Manejo da APA do Ibirapuitã    
O Plano de Manejo Participativo da Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã será elaborado em 11 fases:
  • Fase I: COLETA DOS DADOS SOBRE A REGIÃO 
  • Fase II: SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS COLETADOS 
  • Fase III: VALIDAÇÃO DOS DADOS SISTEMATIZADOS 
  • Fase IV: ELABORAÇÃO DAS DIRETRIZES DA APA DO IBIRAPUITà
  • Fase V: VALIDAÇÃO DAS DIRETRIZES DA APA DO IBIRAPUITà
  • Fase VI: ELABORAÇÃO DOS PLANOS E PROGRAMAS SETORIAIS DA APA DO IBIRAPUITà
  • Fase VII: VALIDAÇÃO DOS PLANOS E PROGRAMAS SETORIAIS DA APA DO IBIRAPUITà
  • Fase VIII: APROVAÇÃO DO PLANO DE MANEJO PARTICIPATIVO DA APA DO IBIRAPUITà
  • Fase IX: DIVULGAÇÃO DO PLANO DE MANEJO PARTICIPATIVO DA APA DO IBIRAPUITà
  • Fase X: IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE MANEJO PARTICIPATIVO DA APA DO IBIRAPUITà
  • Fase XI: REVISÃO DO PLANO DE MANEJO PARTICIPATIVO DA APA DO IBIRAPUITà

   Fase I: COLETA DOS DADOS SOBRE A REGIÃO   
Nesta fase preliminar serão realizadas, em cada um dos quatro municípios que abrigam a APA, duas Oficinas Locais de Elaboração do Plano de Manejo da APA e uma reunião descentralizada em cada uma das comunidades residentes dentro do território da APA de cada município.

O objetivo desta fase é juntar os dados já existentes para a região, evitando o retrabalho de gerar dados que já estão disponíveis com pessoas ou instituições que estão na região da APA.

As Oficinas Locais são realizadas na área urbana em local de fácil acesso e tem como público-alvo as instituições que atuam na região da APA, em especial aquelas que atuam no município em que está sendo realizada a Oficina. A primeira Oficina Local de cada município tem por finalidade identificar os parceiros em potencial para auxiliar no processo de elaboração do Plano de Manejo da APA, bem como nivelar o conhecimento dos participantes sobre o que é a APA, como ela funciona e o que é e como será elaborado o seu Plano de Manejo Participativo. Já a segunda Oficina Local de cada município tem por finalidade a coleta propriamente dita dos dados de que cada instituição ou pessoa dispõe sobre a região. 

As Reuniões Descentralizadas são realizadas dentro da APA, em local a ser definido junto com os moradores e produtores de cada comunidade. Tem por finalidade nivelar o conhecimento dos moradores e produtores sobre o que é a APA, como ela funciona e o que é e como será elaborado o seu Plano de Manejo Participativo, bem como estabelecer com eles como deverá ser a sua participação durante todo o processo de elaboração do Plano. Nestas reuniões deverão ser coletadas informações que os moradores e produtores julguem importantes, bem como identificados quem são os líderes locais.

Que tipo de material deverá ser coletado?

Fotos de: animais silvestres, plantas, cultivos, criações, produtos locais, artesanato e ou artesãos locais trabalhando, lugares com importância histórica e cultural (locais de combates, cemitérios antigos, capelas, casarões antigos, etc), construções, paisagens, cursos d'água, banhados, lida com o gado, balneários, locais de acampamento, passos e acessos ao rio ou arroios, situação das estradas, problemas ambientais. As fotos devem vir acompanhadas do nome da pessoa que as tiraram, pois sempre que utilizadas irá ser feita a referência ao fotógrafo. Se possível indicar o local onde foram tiradas.

Mapas temáticos: cartas do exército, mapas históricos, mapas de vegetação, mapas de localização de residências, mapas das estradas e corredores de cada município, mapas dos recursos hídricos, mapa de localização dos poços da região, e demais mapas com informações sobre a região.

Tabelas e dados: sobre a população, sobre o local de moradia de cada aluno e de cada funcionário das escolas da região onde está a APA, sobre a produção local (Secretaria de Agricultura e Pecuária, EMATER, IRGA, Sindicatos Rurais, Inspetoria Veterinária), sobre a qualidade da água de cacimbas e poços (Secretaria de Agricultura e Pecuária, EMATER, Secretaria de Saúde, Coordenadoria de Saúde)

Informações sobre a realidade de cada comunidade: quem são as pessoas-chave, que tipos de usos as pessoas daquela localidade fazem das suas propriedades, que atividades econômicas desenvolvem, quais as potencialidades e dificuldades que as pessoas que moram ou produzem encontram naquela região da APA, quais as principais demandas de cada comunidade.

Outras informações importantes: tipos de solos dominantes e onde estão localizados, composição geológica da região, composição fitofisionômica da região, locais onde existem ninhais, locais onde existem problemas de ataques de fauna às criações ou às culturas domésticas, locais de avistamentos de gatos-do-mato/lontras/veados/bugios/tamanduás/lobo-guará, nomes e contatos das pessoas mais idosas e que conhecem as histórias e lendas da região, lendas e causos da região, localização dos bolichos e dos locais onde os moradores realizem reuniões e festas e ou carreiras e rodeios, festas e comemorações locais, plantas cultivadas na região, tipos de criações realizadas em cada região, problemas enfrentados pelos moradores, problemas enfrentados pelos produtores, locais em que há problemas com caçadores, locais em que há problemas com pescadores, locais onde há falta de água para consumo humano e animal, músicas sobre a região ou sobre alguma característica local, informações sobre os artesãos locais.

   Fase II: SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS COLETADOS   
Nesta Fase serão analisadas todas as informações disponíveis e todas as informações coletadas, classificando-as em assuntos a que estão relacionadas. Será avaliado se alguma lacuna de conhecimento sobre a região ficou faltando e se é possível obtê-la através de uma visita à instituição ou pessoa que a possui, ou ainda se é possível ir a campo coletá-la. 

Os materiais separados por temas serão analisados por Grupos de Trabalho Temáticos formados para esta finalidade, durante Oficinas de Sistematização de Dados, e as informações essenciais extraídas para constarem no texto de caracterização dos diferentes aspectos ambientais, sociais e econômicos da região da APA do Ibirapuitã.

   Fase III: VALIDAÇÃO DOS DADOS SISTEMATIZADOS   
A Fase de Validação dos Dados Sistematizados consiste em apresentar às instituições e aos moradores e produtores da região os dados sistematizados como característicos dos aspectos ambientais, sociais e econômicos das diferentes regiões da APA do Ibirapuitã, para que seja avaliado se estão de acordo com a realidade ou se é necessário alguma adequação, bem como se é possível obter junto ao público alguma outra informação relevante.

   Fase IV: ELABORAÇÃO DAS DIRETRIZES DA APA   
Tendo como base as 12 diretrizes de gestão da APA do Ibirapuitã, nesta fase serão realizadas Reuniões Temáticas Setoriais com a finalidade de definir com os membros do CONAPA e com os representantes dos moradores e produtores de cada localidade da UC quais serão as diretrizes gerais a serem adotadas para balisar a gestão da APA (quais cuidados devem ser tomados em relação às atividades a serem desenvolvidas, quais aspectos devem ser observados em processos de licenciamento e autorizações de atividades na UC, que tipo de pesquisas devem ser gestionadas junto às instituições, que tipo de atividades devem ser estimuladas e quais devem ser desestimuladas, quais ações devem ser priorizadas pelos órgãos envolvidos na gestão da UC, que políticas públicas devem ser desenvolvidas para a região da APA, etc). 

   Fase V: VALIDAÇÃO DAS DIRETRIZES DA APA   
A Fase de Validação das Diretrizes da APA consiste em apresentar às instituições e aos moradores e produtores da região as propostas de diretrizes coletadas e sistematizadas, para que seja avaliado se estão de acordo com a realidade e com os objetivos da APA do Ibirapuitã ou se é necessário alguma adequação, bem como se é possível obter junto ao público a proposição de alguma outra diretriz relevante. 

  Fase VI: ELABORAÇÃO DOS PLANOS E PROGRAMAS SETORIAIS DA APA   
A partir das diretrizes validadas, serão montados Grupos de Trabalho que deverão ser coordenados por membros do CONAPA, os quais elaborarão as propostas de Planos e Programas para os setores apontados como mais relevantes para a garantia de que a APA cumprirá com seus 12 objetivos principais. As minutas destes Planos e Programas serão avaliadas e aprovadas em reuniões do CONAPA, sendo avaliado nesta fase apenas se as proposições de ações não contrariam a legislação ou algum dos 12 objetivos da UC. 

   Fase VII: VALIDAÇÃO DOS PLANOS E PROGRAMAS SETORIAIS DA APA   
A Fase de Validação dos Planos e Programas Setoriais da APA consiste em apresentar às instituições e aos moradores e produtores da região as propostas de diretrizes coletadas e sistematizadas, para que seja avaliado se estão de acordo com a realidade e com os objetivos da APA do Ibirapuitã ou se é necessário alguma adequação, bem como se é possível obter junto ao público a proposição de alguma outra ação, plano ou programa relevante. 

   Fase VIII: APROVAÇÃO DO PLANO DE MANEJO DA APA   
As minutas dos Planos e Programas Setoriais já validados, serão avaliadas e aprovadas em reuniões do CONAPA, sendo avaliado nesta fase apenas se as proposições de ações não contrariam a legislação ou algum dos 12 objetivos da UC. Será avaliado:

- Se há algum dado essencial para a gestão de algum dos territórios que compõem a APA está fora do Diagnóstico e ou do Planejamento (ou por esquecimento, ou desconhecimento ou ainda por ter sido gerado ao longo do tempo em que foi elaborado o Plano de Manejo da APA);

- Se todas as comunidades existentes dentro da APA participaram da fase de diagnóstico e apresentaram suas potencialidades e dificuldades;

- Se todas as comunidades existentes dentro da APA participaram da Elaboração das Diretrizes da APA e, em especial, da Validação destas Diretrizes;

- Se todas as comunidades existentes dentro da APA participaram da Elaboração dos Planos e Programas da APA e, em especial, da Validação destes Planos e Programas;

- Se as Diretrizes, Planos e Programas contemplam as necessidades gerais de gestão da APA ou se devem ser acrescentados outros considerados estratégicos para a gestão da UC.

Caso todos estes requisitos sejam atendidos, o CONAPA deve efetuar votação sobre a aprovação ou não do Plano de Manejo da APA.

Caso aprovado, o PLANO DE MANEJO segue para a direção do ICMBio.

Caso não aprovado, os membros do CONAPA contrários à sua aprovação devem registrar em Ata os motivos que os fizeram recusar a aprovação sendo marcada reunião extraordinária do CONAPA para avaliação das argumentações contrárias e definição de encaminhamentos.

   Fase IX: DIVULGAÇÃO DO PLANO DE MANEJO DA APA   
Aprovado pelo CONAPA, avaliado pelo jurídico do ICMBio e aprovado pela direção do ICMBio, publicada a portaria de aprovação do Plano de Manejo da APA, o CONAPA deverá implementar o Plano de Comunicação do Plano de Manejo da APA. Este Plano de Comunicação será elaborado após os membros do CONAPA e os parceiros da APA terem passado por Oficina de Capacitação em Comunicação Comunitária a ser oferecida pelo ICMBio. Esta Oficina deverá ser realizada logo após o envio do Plano de Manejo aprovado para a avaliação do ICMBio/DF.

   Fase X: IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE MANEJO DA APA   
Nesta Fase deverão ser definidas quais as atividades devem ser realizadas, quando, por quem, quanto vai custar, de onde virão os recursos para custeá-las, quais devem ter prioridade na execução, quais serão os mecanismos de avaliação que serão implementados, etc. 

   Fase XI: REVISÃO DO PLANO DE MANEJO DA APA   
Conforme o Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC, o Plano de Manejo da APA deverá ser revisado a cada 10 anos, repetindo os passos descritos acima. Esta revisão frequente tem por objetivo agregar os novos dados que tenham sido disponibilizados para a região e ajustar o Plano de Manejo aos novos conhecimentos técnicos, revisando quais são as atividades que estão sendo desenvolvidas dentro da APA e quais as metodologias de produção utilizadas no território da UC, bem como os impactos positivos e negativos que estão sendo gerados e avaliar a situação dos passivos ambientais existentes na região da UC.

Porém, este Plano de Manejo poderá ser revisado em menos tempo, caso haja o entendimento dos gestores da APA (técnicos do ICMBio e membros do CONAPA) compreendam que um ajuste essencial à gestão da UC deve ser realizado.

(Versão deste texto: 07abril2013, texto elaborado por Eridiane Lopes da Silva)


Financiamento de Projetos

on quarta-feira, 3 de abril de 2013


Editais selecionam projetos da agricultura familiar

Editais selecionam projetos da agricultura familiarAmpliar
  • Iniciativa deve atender a aproximadamente 200 cooperativas e associações / Foto: Ascom/Incra
Serão financiados empreendimentos coletivos que melhorem a produção e comercialização dos produtos
Estão abertas até 30 de abril as inscrições de dois editais do governo federal para a seleção de projetos da agricultura familiar. Serão financiados empreendimentos coletivos que melhorem a produção e comercialização dos produtos agrícolas. Os editais têm recursos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) - autarquia ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) -, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Fundação Banco do Brasil (FBB) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 
O Edital nº 01 do programa Terra Forte, lançado pelo Incra, destina R$ 300 milhões para financiamento de projetos de cooperativas e associações que visem a implantação e/ou modernização de empreendimentos coletivos agroindustriais em Projetos de Assentamento da Reforma Agrária. Podem se inscrever entidades representantes de coletivos e associações de famílias de trabalhadores rurais assentados pelo Incra. 
A intenção do edital é atender a aproximadamente 200 cooperativas e associações, com valor médio de R$ 1,5 milhão por entidade. Neste ano, as cooperativas ainda terão mais uma oportunidade de subscrever seus pré-projetos, no segundo período - que vai de 1º de julho a 31 de agosto de 2013. O edital está disponível emwww.incra.gov.br.
Aquisição de alimentos - A Conab lançou edital em parceria com o BNDES para financiar projetos que contribuam para o fortalecimento social e econômico de organizações produtivas rurais de base familiar que fornecem alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ou para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ou que operem a Política de Garantia de Preço Mínimo dos Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). 
São oferecidos R$ 5 milhões para apoiar cooperativas e associações de agricultores familiares, sendo que cada entidade poderá obter até R$ 50 mil. 

Acesse o edital em www.conab.gov.br

Conservação das Águas

on sexta-feira, 22 de março de 2013

Vereador pretende implementar em Livramento projeto de Conservação das Águas


A convite do engenheiro Achylles (Bimbo) Bassedas, a gestora da APA do Ibirapuitã/ICMBio e atual presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Santana do Livramento assistiu hoje pela manhã à sessão da Câmara de Vereadores de Santana do Livramento, onde o vereador Danubio Barcellos anunciou que está preparando um Anteprojeto de Lei criando no município um projeto semelhante ao "Projeto Conservador das Águas", implementado pelo município de Extrema/MG.

Após se inteirar sobre o que se tratava o projeto, a gestora colocou os técnicos da APA do Ibirapuitã à disposição do vereador para assessorá-lo tecnicamente na elaboração deste Anteprojeto. 

O Conservador das Águas é uma ação inédita realizada pela Prefeitura Municipal de Extrema, em parceria com entidades ligadas ao meio ambiente, que teve início com a promulgação da Lei Municipal nº 2.100, de 2005. Entre outras atuações, o projeto prevê a utilização de recursos municipais no pagamento de incentivos ao produtor rural que se dispõe a adequar suas propriedades com o objetivo de oferecer melhorias na qualidade da água e ampliar sua oferta.

Para conhecer a experiência do município de Extrema/MG veja o programa apresentando no Globo Rural do último domingo (17/03):
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/03/projeto-em-extrema-mg-reconhece-e-paga-por-servicos-ambientais.html

Para entender como funciona o projeto em Extrema/MG baixe o livro "Projeto Conservador das Águas - Passo a passo"
 
Fonte: https://sites.google.com/site/apadoibirapuita/noticias/vereadorpretendeimplementaremlivramentoprojetodeconservacaodasaguas

Água



Desmatamento de APP e Dano Moral Coletivo

on segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Réus que desmataram áreas de preservação ambiental são condenados por dano moral coletivo



Tribunal entendeu que, havendo ofensa à moral da comunidade, deve haver indenização
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, ao julgar dois processos recentemente, aplicou o conceito de dano moral coletivo para condenar três réus a pagarem indenização por desmatar áreas de preservação ambiental. A questão é motivo de controvérsia no meio jurídico. Por um lado, a Constituição da República prevê a indenização por dano moral praticado apenas a uma pessoa, mas doutrinadores e tribunais vêm aplicando o conceito à comunidades, como foi o caso do TRF1.
Em um dos julgamentos, a 5ª Turma rejeitou o recurso de Antônio Pereira da Silva e Edevilson Vicentin, acusados de destruir, no ano de 2008, 569,5 hectares de vegetação na terra indígena Sararé (MT), por meio do corte seletivo de madeira destinada à exploração econômica. A ação inicial, ajuizada pelo MPF, pedia a reparação do dano ambiental com pagamento de danos materiais e morais coletivos.
Na mesma sessão, a turma analisou um recurso do Ibama, que pedia a condenação de Maria Aparecida Milhomens Brito por dano moral coletivo. A ré já havia sido condenada em 1ª instância a apresentar um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) por desmatar entre 2004 e 2005, 52 hectares de floresta amazônica nativa, sem autorização do órgão competente, em local denominado Sítio Mato Grosso, na cidade de Porto Velho (RO).
O resultado dos dois julgamentos indica uma tendência à aceitação, por parte do TRF1, da reparação por danos morais coletivos. Em ambos os casos, a turma entendeu que, “embora a coletividade não tenha personalidade jurídica, tem interesses legítimos, valores e patrimônio ideal que devem ser protegidos.” Segundo a Turma, a constatação do dano moral coletivo deve estar associada a uma ofensa à moral da comunidade, fato que foi verificado nos casos julgados.
Processos:
2008.41.00.002180-0/RO
2008.36.01.003720-6/MT
Fonte: Procuradoria Regional da República – 1ª Região
EcoDebate, 22/10/2012
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Campanha quer banir agrotóxicos que já foram banidos em outros países

on quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Para pensar: se diversas pesquisas já comprovaram os danos à saúde a ponto de fazer com que outros países decidissem banir o uso destes agrotóxicos, POR QUE CONTINUAM SENDO USADOS NO BRASIL??????????

Por acaso os BRASILEIROS são ORGANISMOS

 MAIS RESISTENTES A ESTES DANOS?????

Ou é porque a SAÚDE DOS BRASILEIROS VALE MENOS QUE O LUCRO DAS EMPRESAS FABRICANTES???????

http://www.viomundo.com.br/denuncias/campanha-quer-banir-no-brasil-agrotoxicos-banidos-em-outros-paises.html



Campanha quer banir no Brasil agrotóxicos banidos em outros países


Qui, 31 de Maio de 2012 21:17
A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida lançou um abaixo-assinado em que exige o banimento, pelo governo brasileiro, de toda importação, produção e comercialização de 14 agrotóxicos e substâncias já proibidas em vários países do exterior.
“Inúmeros estudos realizados nesses países já demonstraram, comprovadamente, que o seu uso causa terríveis danos ao ser humano e ao meio ambiente”, aponta o documento, que circula nacionalmente há cerca de dois meses e está disponível para assinatura em papel. “Vamos deixar que nos tornemos a ‘maior lixeira tóxica do mundo’?”, questiona o texto.
O abaixo assinado se refere a agrotóxicos que têm na sua formulação princípios ativos como Endosulfan (banido em 45 países), Cihexatina (proibida na União Europeia e em países como a Austrália, Canadá, Estados Unidos, China, Japão, Líbia, Paquistão e Tailândia) e Metamidofós (proibido, por exemplo, na União Européia, China, India, e Indonésia), entre outros (veja lista completa abaixo).
“A ideia é entregar o máximo de assinaturas possível à presidenta Dilma Rousseff para que tome as providências para o banimento imediato dessas substâncias no país, mas também para sensibilizar a população brasileira sobre esse assunto”, afirma Cleber Folgado, da Coordenação Nacional da Campanha.
O abaixo-assinado pode ser encontrado aqui e deve ser entregue no endereço:
Av Thomas Edison, 301, CEP 01140-000, Barra Funda, São Paulo, SP
Leia também:

CONVITE

on segunda-feira, 25 de junho de 2012

Venha assistir ao filme "HOME - o mundo é a nossa casa"
Nesta quarta-feira, 27/06, às 19h no Auditório da Brigada Militar de Santana do Livramento/RS - BRASIL
Promoção: Conselho Municipal de Meio Ambiente de Santana do Livramento/RS


ATENÇÃO ESCOLAS: este evento é apenas para professores, cidadãos e demais autoridades
APRESENTAÇÃO PARA ESCOLAS: a projeção para escolas deve ser solicitada através do e-mail conselhodomeioambiente@gmail.com



LIXÕES: Prefeitos reclamam de burocracia

on segunda-feira, 2 de abril de 2012

Prefeitos reclamam de burocracia para pôr fim a lixões

Dirigentes de municípios brasileiros dizem que a burocracia é um dos principais entraves para o cumprimento da determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos de acabar com lixões até 2014.


O prefeito de Paranaguá (PR), José Baka Filho, diz que a cidade aguarda há seis anos a liberação de recursos para a construção de um aterro sanitário. "O lixão é uma chaga, uma doença enorme dentro da cidade. Além dos problemas de ordem ambiental, nos deparamos com os problemas de ordem burocrática."


A nova legislação também prevê a redução gradual do volume de resíduos sólidos recicláveis que ainda são enviados aos aterros. A ideia é que, cada vez mais, esse material seja encaminhado para tratamento e reciclagem adequados.


A secretária de Meio Ambiente de Mesquita, no Rio, Kátia Perobelli, reclama que, além da burocracia, há o alto custo para construir um aterro sanitário. Em Mesquita, a coleta seletiva de lixo é feita desde 2005, em parceria com cooperativas de catadores. "Os municípios não vão conseguir cumprir o cronograma da lei. Em Mesquita, temos sete anos de programa e, hoje, só consigo enviar 1,6% do lixo reciclável da cidade para as cooperativas", explica.


A lei também determina que, até agosto, os municípios iniciem seus planos de gestão de resíduos sólidos. ¿Só receberão recursos para programas de resíduos os municípios que tiverem, pelo menos, iniciado a elaboração de seus planos¿, explica o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/noticias/0,,OI5697866-EI10411,00.html

EVENTO: SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

COLASER - I CONGRESSO LATINO AMERICANO DE
SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL: Espaços Rurais e
Contemporaneidade
Santa Maria – Rio Grande do Sul – Brasil - 12 a 15 de junho de 2012



Objetivos

· Promover espaços de reflexão e compartilhamento de experiências e saberes
sustentáveis em educação socioambiental, desenvolvimento rural e construção
social de mercados entre os países da América Latina.
· Criar um espaço para debates sobre os desafios da sustentabilidade
socioambiental, enfocando de forma prioritária a apropriação do espaço rural;
· Refletir sobre as diferentes dimensões da sustentabilidade socioambiental, a
partir da perspectiva do universo acadêmico e dos atores sociais envolvidos com
o desenvolvimento rural;
· Compartilhar Experiências sobre educação e gestão socioambiental dos espaços
rurais;
· Refletir sobre o conhecimento de origem popular e seu papel na construção de
estratégias de desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente sustentável;
· Gerar conhecimento através do estudo dos processos sociais e econômicos na
contemporaneidade que provocam transformações nos espaços rurais e suas
implicações para as políticas públicas;
· Oportunizar a formação de redes de cooperação entre pesquisadores e
animadores sociais da América Latina, visando uma produção integrada sobre a
temática da sustentabilidade socioambiental.

Seleção de tecnologias sociais de acesso à água no Semiárido

on terça-feira, 27 de março de 2012

Boletim 1497 - 26.03

Seleção de tecnologias sociais de acesso à água no Semiárido

Seleção de tecnologias sociais de acesso à água no SemiáridoAmpliar

Para beneficiar a população que vive em situação de extrema pobreza no Semiárido, sem meios de captação e armazenamento de água, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) lançou editalpara selecionar projetos de entidades privadas sem fins lucrativos. Os projetos implantarão tecnologias sociais de acesso à água para produção de alimentos. Ao todo, serão investidos R$ 70 milhões na implantação dos sistemas. Os selecionados serão responsáveis por construir cisternas para o armazenamento de água para consumo ou alternativa de acesso à água potável. Para concorrer, as entidades precisam ter propostas cadastradas no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv) – do Ministério do Planejamento. Elas devem atender às exigências do edital e ter finalidades compatíveis com o objeto da seleção. Até o dia 27 deste mês, as entidades deverão inserir no Siconv a documentação necessária para o credenciamento. O resultado do credenciamento das entidades aptas a apresentar propostas será divulgado em 3 de abril.

Fonte: http://www.secom.gov.br/sobre-a-secom/nucleo-de-comunicacao-publica/copy_of_em-questao-1/em-questao-do-dia/edicoes-anteriores/marco-2012/boletim-1497-26.03/selecao-de-tecnologias-sociais-de-acesso-a-agua-no-semiarido?utm_campaign=Newsletteremquestao&utm_medium=Agricultura&utm_source=Aguas.No.Semiarido&utm_content=240312

Construção de 31 mil cisternas de placas no Semiárido

Uma boa ideia a ser adaptada à Fronteira do RS


Boletim 1496 - 23.03

Construção de 31 mil cisternas de placas no Semiárido

Construção de 31 mil cisternas de placas no SemiáridoAmpliar

Com o objetivo de garantir o acesso à água para famílias pobres que vivem na área rural do Semiárido nordestino, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) publicou edital de convocação de entidades privadas sem fins lucrativos interessadas na construção de cisternas de placas para a população de baixa renda. O MDS repassará R$ 68,750 milhões para a construção de cerca de 31 mil cisternas de placas. Podem participar da seleção entidades privadas sem fins lucrativos que tenham cadastradas suas propostas no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Elas devem atender as exigências do edital e ter finalidades compatíveis com o objeto da seleção. As entidades têm até o dia 27 de março para inserir no Siconv as propostas da documentação necessária para o credenciamento.

0800 707 2003